Boatos sugerem que YouTube vai vender tevê por 'streaming
A indústria da boataria sempre existiu e vai continuar existindo, e em se falando de empresas de tecnologia em geral já vimos muitos boatos serem confirmados, mais dia menos dia. Um boato que me deixou particularmente feliz, e torço para que se concretize, é o que dá conta que o YouTube deve vir a comercializar canais de conteúdo por streaming até o final de 2013.
Uma das coisas que mais me incomodam no modelo atual de tevê por assinatura é a obrigatoriedade de assinar canais que eu nunca vou assistir, simplesmente porque eles fazem parte do pacote. O ideal seria que que eu pudesse escolher quais canais me interessam, e montar meu pacote personalizado.
Por exemplo: eu até “desmemorizei” no sintonizador os canais SporTV, Foxsports, e outros que praticamente passam o dia inteiro falando de futebol. Me incomoda, ao zapear pelos canais, ter de passar por estes até poder alcançar o próximo canal que talvez venha a me interessar.
Mas eu pago por estes lixos. Estão incluídos na minha assinatura (que não é barata) e minha única escolha é pagar quieto.
O mesmo se dá com vários outros canais. Duvido que alguém pague assinatura de televisão para assistir ao E!, ao A&E, ou aos canais nacionais de pregação religiosa (que também estão disponíveis de graça para quem queira, no sinal aberto).
Pois o modelo supostamente proposto pelo YouTube seria justamente o de permitir ao usuário assinar individualmente apenas os canais que lhe interessam, montando assim uma grade personalizada do que ele vai realmente ver.
Eu gostaria muito mesmo que isso fosse verdade. Talvez eu até trocasse minha televisão esforçada e muito amada por uma tevê inteligente, daquelas que se conectam direto à Internet e permitem que se consumam conteúdos online diretamente – ou não, porque conectar o notebook à porta HDMI da tevê esforçada também propicia resultados muito bons, principalmente quando é para ver filmes daquela locadora, a Baía Pirada.
Entretanto, se considerarmos que existem regulamentos que obrigam as operadoras de tevê a inserir não sei que percentual de “produções nacionais” nas grades, e outros disparates ditatoriais do tipo, não vou me admirar se quiserem obrigar o Youtube a vender conteúdo de uma maneira diversa à que eles realmente querem (que provavelmente seria também a maneira favorita do consumidor).
Só o tempo dirá.
Fonte deste boato: GPS Pezquiza, que raramente bota um link para que o leitor possa verificar a informação onde ela foi publicada primeiro.